JustiçaO Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO), por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em ação conjunta com o Gaeco do Ministério Público da Bahia (Gaeco/MPBA) e a Polícia Militar da Bahia (PMBA), efetuou a captura de Anderson Alves da Silva, foragido da Justiça goiana e apontado como liderança de organização criminosa voltada à produção em larga escala e ao tráfico de anfetaminas (comprimidos popularmente conhecidos como "rebites").
Em operação denominada “3 caras”, a ofensiva teve como finalidade o cumprimento de um mandado de prisão preventiva e de dois mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara dos Feitos Relativos a Delitos Praticados por Organização Criminosa e de Lavagem ou Ocultação de Bens, Direitos e Valores do Estado de Goiás. As ordens foram executadas em imóveis localizados na zona rural e urbana de Feira de Santana (BA), utilizados pelo sentenciado mediante uma estruturada rede de apoio familiar e de terceiros que lhe dava suporte na clandestinidade.
Além de localizar e prender o foragido, a operação buscou coletar elementos de prova relativos a fraudes cadastrais, falsidades documentais e à identificação de partícipes que atuavam na facilitação de sua fuga. Foram apreendidos documentos e aparelhos celulares.
Anderson Alves da Silva estava foragido desde o dia 10 de dezembro de 2024, data em que o Gaeco/MPGO deflagrou a 1ª fase da Operação Ephedra, destinada a desarticular uma ampla rede interestadual de produção de anfetaminas.
Nos autos da ação penal no 5078832-06.2025.8.09.0051, Anderson foi sentenciado pelo Juízo da 1a Vara de Organização Criminosa de Goiás à pena de 18 anos, 11 meses e 21 dias de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 2.740 dias-multa, pela prática dos crimes de organização criminosa armada, tráfico de drogas interestadual e posse de maquinários para produção de entorpecentes. A condenação está em fase de julgamento de recursos.
Investigações detectaram as ilegalidades
Conforme as investigações, ele era responsável pelo comando de um núcleo de fornecimento de matérias-primas e de produção de comprimidos ilícitos distribuídos pelo país. O foragido utilizava ao menos três identidades falsas com CPFs distintos para escapar do cerco policial e manter seus negócios espúrios: além de seu nome verdadeiro, apresentava-se sob as qualificações fictícias de Wanderson Hanst Novais e Anderson Alves de Andrade.
As investigações do Gaeco/MPGO identificaram ainda que o sentenciado é suspeito de articular a invasão e adulteração no sistema do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP) por pelo menos três ocasiões diferentes, ensejando a baixa fraudulenta de seus mandados de prisão para burlar eventuais checagens policiais em barreiras e fiscalizações de rotina pelo país.
Apreensão de armas de fogo, drogas, laboratório clandestino e nova identidade falsa Os mandados foram executados operacionalmente por policiais militares do Comando de Policiamento Regional Leste (CPR-Leste) e do Batalhão de Policiamento Tático Leste (BPT-Leste), da PMBA.
Em uma chácara objeto de busca, os policiais militares apreenderam duas armas de fogo, carregadores, munições e diversos comprimidos com características da droga Ecstasy. Também foram encontrados documentos de uma nova identidade falsa usada pelo foragido.
Além disso, os policiais localizaram um laboratório clandestino em pleno funcionamento destinado à fabricação de comprimidos de rebite, local onde havia grande quantidade de matéria-prima, insumos químicos e maquinários industriais empregados na síntese, compressão e embalagem da droga, como também uma farta quantidade de comprimidos já fabricados.
Já no segundo endereço, um imóvel urbano, as equipes apreenderam diversas cartelas de comprimidos de rebite já prontas e embaladas para comércio ilícito.
Além do cumprimento da prisão preventiva de Anderson Alves da Silva, foi feita a sua prisão em flagrante por conta das armas de fogo, drogas e dos maquinários, insumos e drogas apreendidos, os quais foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Feira de Santana para a lavratura dos autos de prisão em flagrante e formalização das apreensões.
Operação Ephedra, foi destinada a desarticular uma ampla rede interestadual de produção de anfetaminas. E, na mesma operação, existe diversos alvos em Goiás e em Ceres, e um deles o foragido da Justiça Osvaldo José Seabra Júnior, o "Cabal".
Denúncias e informações do paradeiro de Osvaldo José Seabra Júnior (o Cabal) disque (62) 9417-9189 e ou pelo Email: gaeco@mpgo.mp.br
(Texto fotos e vídeo: Gaeco/MPGO – Edição: Assessoria de Comunicação Social do MPGO e Jornal Folha de Ceres







