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Falta de água acende alerta para aumento do risco de DENGUE em Ceres e Rialma
Saúde

Falta de água acende alerta para aumento do risco de DENGUE em Ceres e Rialma

A recorrente interrupção no abastecimento de água em Ceres e Rialma tem provocado uma mudança significativa na rotina das famílias. Diante da incerteza sobre quando a água voltará às torneiras, muitos moradores passaram a armazená-la em tambores, baldes, tonéis, caixas d'água e outros recipientes como medida de emergência.

Embora essa seja uma alternativa para enfrentar a escassez, ela também acende um alerta para um problema de saúde pública: o aumento do risco de proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika.

Em diversos bairros onde o abastecimento tem sido mais instável, a necessidade de guardar água a qualquer custo faz com que, muitas vezes, recipientes permaneçam destampados ou sem a proteção adequada. Basta uma pequena quantidade de água parada para que o mosquito encontre condições ideais para depositar seus ovos.

Especialistas alertam que essa situação pode comprometer parte do trabalho realizado diariamente pelos agentes de combate às endemias. Durante todo o ano, esses profissionais orientam a população a eliminar recipientes com água parada. No entanto, quando a falta de abastecimento obriga as famílias a armazenarem água de forma improvisada, o desafio se torna ainda maior.

O problema deixa de ser apenas a interrupção do fornecimento de água e passa a representar também um risco sanitário, exigindo atenção redobrada da população e das autoridades responsáveis. Armazenar água continuará sendo uma necessidade para muitas famílias enquanto persistirem as falhas no abastecimento, mas isso deve ser feito de maneira segura, com recipientes sempre tampados e caixas d'água devidamente vedadas.

Neste momento, a conscientização torna-se fundamental. Afinal, a necessidade de garantir água para o consumo diário não pode abrir espaço para o avanço da dengue. A prevenção continua sendo a principal arma contra a doença, e ela depende tanto de um abastecimento regular quanto da colaboração de toda a comunidade na adoção de medidas que impeçam a formação de novos criadouros do mosquito.

Matéria : Ferdinando Ricardo