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Ceat possibilita recuperação de dependentes químicos gratuitamente
Cidadania

Há mais de um ano, o Centro Estadual de Avaliação Terapêutica Álcool e Outras Drogas (Ceat-AD), ligado ao Grupo Executivo de Enfrentamento às Drogas (Geed), abriu as portas. Neste período (até 22 de maio), foram atendidas 3.437 pessoas, sendo que 1.988 foram orientações repassadas pelo call center; 1.243 pessoas foram encaminhadas a comunidades terapêuticas, 121 para o processo de desintoxicação em unidades de saúde, 73 para o  Centro de Atenção Psicossocial (Caps),  seis para o Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas) e também seis para o Centro de Referência de Assistência Social (Cras).  Do total do público atendido, 465 pessoas estavam em situação de rua.

A diretora geral do Geed, Ivânia Fernandes, explica que o Ceat surgiu para prestar atendimento aos dependentes químicos que precisam de ajuda para se livrar das drogas voluntariamente e gratuitamente.  “O centro começou justamente para preencher uma lacuna no Estado de Goiás. Depois da criação do Geed, por determinação do governador que fosse criado um órgão que trabalhasse políticas públicas sobre drogas, começamos um mapeamento das comunidades terapêuticas e precisávamos ter uma maneira de fomentar e ajudar para que elas pudessem se estabelecer e participar do edital aberto pelo governo para aquisição da vagas de acolhimento nas comunidades”, afirma.

Triagem
No Ceat localizado no Setor Sul, em Goiânia, os usuários de drogas são submetidos a uma triagem para posterior encaminhamento ao processo de desintoxicação. Segundo Ivânia, a unidade conta com uma equipe multidisciplinar formada por médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais que fazem uma avaliação caso a caso. “Assim que elas chegam, são recebidas pelo recepcionista e assinam uma ficha, passam por um profissional da área de enfermagem para aferir a pressão arterial, em seguida são avaliados pelos demais profissionais. Fazemos um estudo de cada caso e, se for necessário o processo de desintoxicação primeiro, fazemos a regulação pela rede de saúde pública e o destino geralmente é a Casa de Eurípedes, o Wassily Chuc ou outra clínica que tenha esse processo. Depois, elas retornam para o Ceat onde é feita outra triagem e são encaminhadas para comunidade terapêutica, lembrando que este deve ser um acolhimento voluntário onde as pessoas têm que respeitar a liberdade de ele querer permanecer no espaço.”, frisa.

O período de desintoxicação pode levar de 7 a 28 dias. Já o tempo de internação na comunidade varia de três a 12 meses, não sendo permitido ficar mais do que doze meses no período de dois anos.  No total, 848 vagas compõem a rede de acolhimento em comunidades terapêuticas no Estado de Goiás custeadas pelo sistema público, sendo 439 do governo estadual e 409 do governo federal por meio do programa do Ministério da Justiça Crack, é possível vencer. Ivânia explica que parte dessas vagas fica ociosa porque as comunidades precisam cumprir exigências da Resolução RDC 29, de 30 de junho de 2011, para serem contempladas pelos repasses.

Segundo levantamento realizado pela Vigilância Sanitária, existem mais de trezentas instituições destinadas à recuperação de usuários de drogas em Goiás. Na tentativa de ampliar a oferta de vagas financiadas pelo Poder Público, o Geed tem feito o mapeamento para traçar o diagnóstico da realidade assistencial.

“À medida que essas vagas de acolhimento são custeadas pelos governos federal e estadual, as instituições têm a capacidade de ampliar o número de atendimentos e isso facilita que haja maior número de comunidades aptas a receber usuários de drogas que queiram se tratar e que não tenham condições financeiras. Nós já fizemos um mapeamento (diagnóstico) de 137 comunidades e clínicas. Na realidade, são muitas que precisam passar por adequações ou uma reestruturação para poder receber o alvará de funcionamento da Vigilância Sanitária. Sem esse documento e as normas da RDC 29, elas não estão aptas a participar dos editais. Por isso, no Estado de Goiás, ainda não conseguimos atingir a proposta da nossa meta que foi o edital para 700 vagas. À medida que elas forem se adaptando, elas podem ser credenciadas e receber os recursos mensalmente para ajudar a melhorar a qualidade do atendimento através do plano terapêutico e todas as exigências legais firmadas entre o edital no ato do convênio”, comenta. Atualmente, 19 entidades estão habilitadas junto ao Governo de Goiás para receber o repasse de recursos e o mesmo quantitativo  pela União.

Álcool
Como o próprio nome diz, o Centro Estadual de Avaliação Terapêutica Álcool e Outras Drogas (Ceat-AD) atende usuários de substâncias psicoativas e também dependentes de álcool e tabagistas.  “Estamos buscando esse público para orientar também. Temos parceiros que atuam com palestras e reuniões tanto como o Narcóticos Anônimos (N.A.) quanto o Alcoólicos Anônimos (A.A) e o Amor exigente. Os usuários e os familiares dos usuários são atendidos. Colocamos o espaço do Ceat à disposição desses grupos que realizam um trabalho excelente no Estado”, conclui.

Diretora geral do Geed acredita que Ceat preencheu lacuna em Goiás. Foto: Eduardo Ferreira.

Diretora geral do Geed acredita que Ceat preencheu lacuna em Goiás.
Foto: Eduardo Ferreira.

Prevenção
Com atribuição de coordenar e operacionalizar as políticas públicas sobre drogas em Goiás, o Geed criou o Programa Caravana Anjos Urbanos. Através dele são realizadas ações com informações sobre prevenção e onde buscar ajuda, para aqueles que são usuários ou possuem um familiar/amigo/vizinho que seja usuário de substância psicoativa. Entre elas está a campanha de conscientização que será realizada entre maio e agosto nos 13 terminais da Rede Metropolitana de Transportes Coletivos por onde passam diariamente cerca de 372 mil usuários.

Na ocasião, os passageiros participam de oficinas com orientações e informações sobre prevenção ao uso de drogas além de receberem material de divulgação que irão mantê-los a par das atividades. A diretora Geral do Geed, Ivânia Fernandes, explica que o uso das drogas reflete em altos índices de violência, como homicídios, roubos, furtos e outros, gerando insegurança, medo e perdas irreparáveis às famílias e à sociedade.

- Goiás Agora